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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Não tenho dúvida da existência de Deus. Mas ...


● Não tenho dúvida da existência de Deus. Mas duvido dos discursos atuais acerca de Sua existência.

● Não tenho dúvida de que Deus fala através do homem. Mas duvido do que profetizam em nome desse Deus.

● Não tenho dúvida de que Deus tem poder. Mas duvido dos poderes que são atribuídos a Ele.

● Não tenho dúvida de que Deus deu o seu Filho de graça em sacrifício por nós pecadores. Mas duvido do Deus que faz exigências extravagantes e ameaças de castigo para que se possa segui-Lo.

● Não tenho dúvida de que Deus se manifesta no coração humano. Mas duvido das manifestações absurdas que dizem partir Dele.

● Não tenho dúvida de que Deus se fez carne para ser o maior amigo do homem. Mas duvido de um Deus que se fez carne para nos fazer de súditos.

● Não tenho dúvida de que quem O aceita, já tem vida eterna. Mas duvido dos que O aceitaram, e ainda não tem vida eterna.

● Não tenho dúvida de que Jesus foi tentado em seus próprios desejos. Mas duvido da pregação de um Jesus insensível, sem desejos carnais.

● Não tenho dúvida de que Deus ama o pecador e aborrece o pecado. Mas duvido do evangelho daquele que aborrece o seu irmão e secretamente morre de amores pelo que o mundo oferece.

● Não tenho dúvida de que Deus não nos deu espírito de medo. Mas duvido desse Deus que semeia o terror para aprisionar almas.

● Não tenho dúvida de que Deus pediu para se dar de graça àquilo que de graça se recebeu. Mas duvido de um Deus que pede para vender aquilo que de graça se conseguiu.

● Não tenho dúvida de que Deus trouxe Cristo para bem pertinho de nós. Mas duvido desse Deus que desviou Cristo para bem distante de nós.

● Não tenho dúvida de que o Filho de Deus veio romper a tradição dos nossos pais. Mas duvido desse Deus, quando Ele conclama seguir a tradição paterna.

● Não tenho dúvida de que o “Ide” do Filho de Deus foi para pregar e ensinar. Mas duvido de um Deus que manda pregar e realizar “shows da fé”.

● Não tenho dúvida de que os discípulos do Filho de Deus ao invés de terem ouro e prata, tinham fé e eram cheios do Espírito. Mas duvido dos modernos discípulos que além de ter o ouro e a prata, ainda dizem ter a “unção”.

● Não tenho dúvida de que a oração da fé cura o doente. Mas duvido das curas da “oração da fé” com horário previamente marcado na televisão.

● Não tenho dúvida de que os discípulos deixaram tudo que tinham para seguir a Cristo. Mas duvido de certos discípulos que ganham fortunas por servir a Cristo.

● Não tenho dúvida de que Deus não quer que ninguém se perca. Mas duvido daqueles que em Seu Nome ganham almas, para depois, as fazerem duas vezes filhos do inferno.

● Não tenho dúvida de que o Filho de Deus afirmou: “basta a cada dia o seu mal”. Mas duvido do Deus que alardeia: “tenha a cada dia mais prosperidade econômica”.

● Não tenho dúvida de que os evangelhos falam verdadeiramente de Cristo. Mas duvido das “supostas verdades cristãs” que são expostas, aos montes, nas prateleiras das livrarias gospel.

Por: Levi B. Santos

Créditos http://veshamegospel.blogspot.com



terça-feira, 27 de janeiro de 2009

A SOCIEDADE DOS POETAS SEM DEUS


A revista Veja, em suas famosas páginas amarelas, com data de 25 de maio de 2005, trouxe uma entrevista com o famoso ateu da atualidade, Michael Onfray, filósofo francês dos mais lidos na atualidade. Pelo que pude perceber nas idéias de Onfray, ele não acrescenta nenhuma novidade ao seu ateísmo. É um repetidor de idéias cansadas e já superadas, no tempo e no espaço. Não esqueçamos que o alemão Friedrich Nietzsche, no século dezenove, proclamou a morte de Deus. Não esqueçamos também que Jean Paul Sartre, filósofo francês ateu moderno, proclamou seu ateísmo, tendo como base a liberdade humana: "-Se Deus é, eu não sou. Ele deve interferir na minha liberdade. Eu me recuso a aceitar essa interferência. Portanto Deus não existe." Não esqueçamos também que muitos filósofos proclamaram a morte das religiões, em face do progresso da ciência e da tecnologia. Onde estão Nietzsche, Sartre, Onfray e tantos outros proclamadores da falência da fé cristã? Eles passaram. Passará também Michael Onfray. O cristianismo porém, continua cada vez mais vivo e significativo. É bom lembrar das palavras de Jesus Cristo: " Passará o céu e a terra mas as minhas palavras não hão de passar" (Mt. 24:35). Deus não é incompatível com a liberdade humana. Fé e razão não se opõem. O próprio Onfray reconheceu as limitações da razão. E é aí onde exatamente o cristão dá o salto para fé sem deixar de lado a racionalidade. Diz Onfray que Deus e as religiões são invenções humanas, assim como a filosofia, a arte ou a metafísica. Depois, passa a defender a filosofia como a razão de ser da moral, da justiça, para uma existência feliz. Criticou as contradições do cristianismo e ele mesmo é contraditório. Analisa textos bíblicos totalmente fora de seu contexto. Segundo Onfray, o apóstolo Paulo era um neurótico. Bendito seja esse neurótico que revolucionaou o mundo de sua época deixando o império romano de cabeça para baixo, com a pregação do evangelho. Paulo era irresistível em seus argumentos. Amados, firmemos nossa fé em Cristo Jesus, e veremos que todos esses ateus passarão e com eles será sepultado o seu ateísmo.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Porque crer na Bíblia?


Por que só a Bíblia?
Por que cremos única e exclusivamente na Bíblia?

Pergunta: "Por que devemos crer exclusivamente na Bíblia, desconsiderando as demais revelações? Deus não é um Deus que se cala, mas um Deus que fala ainda hoje!"


Resposta: Por que cremos única e exclusivamente na Bíblia? Porque direta e indiretamente a própria Bíblia nos exorta a isso. Por favor, leia primeiro o Salmo 119, onde podemos ver a singularidade da Palavra de Deus. Depois disso, peço-lhe que reflita em espírito de oração nas passagens bíblicas abaixo:


Paulo escreve, por exemplo, a Timóteo: "E que desde a infância sabes as sagradas letras que podem tornar-te sábio para a salvação pela fé em Cristo Jesus. Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça" (2 Tm 3.15-16).


Segunda Pedro 1.19-21 nos revela em que consiste a diferença entre a Bíblia e outras fontes: "Temos assim tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la, como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em vossos corações; sabendo, primeiramente, isto, que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana, entretanto homens [santos] falaram da parte de Deus movidos pelo Espírito Santo." O próprio Senhor aponta para a segurança e infalibilidade da Palavra de Deus: "Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem, nem um i ou um til jamais passará da lei, até que tudo se cumpra" (Mt 5.18).


E Ele diz, ainda: "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna, e são elas mesmas que testificam de mim" (Jo 5.39).


Em sua primeira carta aos tessalonicenses, Paulo enfatiza que a Bíblia não é palavra humana, mas Palavra de Deus: "Outra razão ainda temos nós para incessantemente dar graças a Deus: é que, tendo vós recebido a palavra que de nós ouvistes, que é de Deus, acolhestes não como palavra de homens, e, sim, como, em verdade é, a palavra de Deus, a qual, com efeito, está operando eficazmente em vós, os que credes" (1 Ts 2.13).


Finalizando, lembremos o conteúdo extremamente importante de João 1.1-4: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as cousas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. A vida estava nele..." E o versículo 14: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai."


Quem menospreza a Palavra de Deus e a coloca no mesmo nível de outras "fontes de revelação" mostra que despreza a Palavra (o Verbo) que se fez carne: Jesus Cristo! (Elsbeth Vetsch)


Fonte: Publicado anteriormente na revista Chamada da Meia-Noite, maio de 1997.
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